domingo, 26 de abril de 2015

Hoshi Ryokan

Pensei um tanto e não achei maneira curta de dizer. Então fica por isso mesmo. Vou só dizer que por conta dessa efemeridade levada ao extremo com o facebook, voltarei para o blog. E porque vou mesmo me curar dessa doença miserável que é perder a vida numa porcaria de rede social virtual. Ali a gente brinca de ser protagonista, mas somos todos espectadores. Vamos ao que interessa.

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Ryokan é o nome dos hotéis tradicionais no Japão. Sabe aquelas hospedarias dos filmes de samurai? Pois é. Quando for ao Japão, e será nesta década, vou me hospedar no mínimo em um deles. Os ryokan são todos antigos, e preservam muitos hábitos tradicionais japoneses. Mas existe um ryokan que está em atividade há 1300 anos, sob direção da mesma família. Sim, está correto: 1300 anos. São 46 gerações tocando o mesmo negócio, o Hoshi Ryokan. É muito curioso e certamente muito bacana para quem é turista. Mas e para quem nasce na família? É uma prisão inescapável. Rebelar-se contra 1300 anos de história não deve ser fácil, ainda mais na sociedade japonesa. Os conflitos entre pais e filhos são sempre complicados, mas e quando o filho (nesse caso, a filha) precisa bater de frente com 46 gerações?  
Desconfio que ela descobriria que apesar das infinitas possibilidades do mundo, a gente quase nunca sabe pra onde vai. Ao menos eu nunca soube exatamente. As complicações da vida vão sempre junto com a gente, até mesmo nos mosteiros e nas montanhas junto com os eremitas.



São 11 minutos de um filme belíssimo e profundo. E tem gente que não entende por que eu prefiro um filme assim a Transformers e Avatar (ou Mercenários, ou...etc).