quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Nostalgia

Mais uma banda que sai da tumba. A finada L7, rosto feminino do grunge, anunciou o retorno. Engraçado ver a notícia, porque bateu uma nostalgia. L7 nunca foi uma grande banda pra mim, mas eu gostava bastante. Acima de tudo, elas são uma grande representação de um época, o início dos 90 com o grunge e um "renascimento" do rock.  Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains, Ted, Mudhoney, Hole e Stone Temple Pilots fazem parte do time da pesada que sacudiu o mundo da música (mesmo que algumas não fossem de Seattle). A nostalgia, creio eu, se deve muito mais ao fato de me lembrar da adolescência que de qualquer outra coisa. Naquela época a MTV era a melhor televisão do mundo (época em que era realmente a televisão da música), as melhores bandas do mundo estavam nascendo (melhores pra nós, que crescíamos juntos com elas), nós estávamos virando gente. É engraçado, pois a nostalgia é meio irreal. Lembramos da época com saudade, mas quando vivíamos lá talvez achássemos as coias bem complicadas. Não sei de muita gente que tenha achado a adolescência uma fase fantástica. Geralmente ela é dura, cheia de dúvidas, frustrações, medo e mais um monte de coisas difíceis. Acredito que a nostalgia se deva muito mais ao fato de ser algo que nunca mais teremos de volta, uma época na qual sonhávamos com tudo e na qual geralmente produzíamos muito pouco. Enfim, fiquem nostálgicos por aí com Pretend we're dead:




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A Revolução dos Bichos

Não me incomodem, tenho só 3 leitores (se é que tenho) e estava na praia. Estou desculpado. Vamos aos fatos.

Falei que escreveria sobre um dos mais famosos livros do George Orwell, A Revolução dos Bichos. Eis que descobri uma forma de poupar muito tempo a mim e dar a vocês uma visão mais completa do livro. Abaixo, o filme completo, dublado em português. Só pra contextualizar, o livro foi escrito como uma denúncia à farsa soviética. Quando descobriram que o mundo maravilhoso do socialismo não era nada daquilo que diziam ser, Orwell escreveu esta fábula denúncia expondo os podres do socialismo soviético. Major é o porco que representa Marx, enquanto Napoleão e Bola de Neve representam Stálin e Trotski, respectivamente. Garganta é a máquina de propaganda que acompanha todo regime totalitário. Os demais personagens também são facilmente identificados às figuras que representam. Obviamente que o filme é muito superficial em comparação ao livro, como de praxe, mas vale pra atiçar a curiosidade. Confesso que ainda não vi a obra inteira, mas creio que seja bastante fiel às ideias centrais. Infelizmente, a música Bichos da Inglaterra parece ter ficado sem dublagem. Na dúvida, postei a letra da música logo abaixo.

O incrível é a atualidade das ideias, especialmente porque estamos vivendo em plena era bolivariana. Os paralelos são absurdamente atuais. Acredito que deveria ser uma obra obrigatória nas escolas, no início do ensino médio.

Aproveitem então, e lembrem-se:

"Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que os outros".


Bichos da Inglaterra

Bichos da Inglaterra e da Irlanda, 
Daqui,dali, de acolá, Daqui,dali, de acolá, 
Escutai a alvissareira; 
Novidade que virá. 

Mais hoje, mais amanhã, 
O Tirano vem ao chão, 
E os campos da Inglaterra; 
Só os bichos pisarão. 

Não mais argolas nas ventas, 
Dorsos livres dos arreios, 
Freio e espora enferrujando. 
E relho em cantos alheios. 

Riqueza incomensuravel, 
Terra boa,muito grão,
Trigo,cevada e aveia, 

Pastagem, feno e feijão. 

Lindos campos da Inglaterra,
Ribeiros com aguas puras, 
Brisas leves circulando, 
Liberdade nas alturas.

Lutemos por esse dia; 

Mesmo que nos custe a vida.
Gansos,vacas e cavalos,
Todos unidos na lida. 


Bichos da Inglaterra e da Irlanda, 
Daqui,dali, de acolá,
Levai esta minha mensagem; 

E o futuro sorrirá.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

As mais lindas casas de livros

Gosto de blogs, já tive uns 2 ou 3. O blog confere certo ar de perenidade nesta coisa absurdamente efêmera que é a internet. Não que eu queira ser eternizado (até quero, mas certamente não será por conta de algum blog...). É que redes sociais (que no meu caso se resume ao facebook) são totalmente imediatistas, sem memória. Enfim, são superficiais ao extremo e, assim como pessoas tão rasteiras, ninguém leva nada lá a sério. O que me leva a outra contradição, porque obviamente que meu blog não se pretende sério. Seriozinho, no máximo. Mas algumas coisas, mesmo neste blog, devem permanecer por mais tempo, como o post de hoje. Ok, ainda estou devendo as postagens anunciadas. Sobre Boyhood tenho quase um post pronto, as demais ainda virão. Como no facebook não posso evitar divulgar as tragédias políticas do nosso país, reservarei belezas maiores para o blog. Já estou internado numa clínica de reabilitação e em breve estarei livre das garras do Zuckerberg(ou seja, usarei muito menos conforme planejado). Mas chega de trololó, vamos ao que interessa.


Bibliothèque Nationale de France


Dizem os entendidos que não foi a melhor da seleções, o que deve ser verdade. Mas não diminui a beleza absurda das bibliotecas elencadas. O Huffington Post publicou matéria sobre o projeto do fotógrafo francês (nem desconfiei...) Franck Bohbot intitulado "House of Books". A ideia é registrar as mais lindas bibliotecas do mundo. É um projeto em andamento, então teremos ainda belas novidades. Vou postar aqui só dois exemplos da mostra, com o link para o material no site de arte Bored Panda aqui. Fiquem com a Biblioteca Nacional da França e a Biblioteca Mazarine em dose dupla.

Bibliothèque Mazarine

Bibliothèque Mazarine



Chego a pensar que se fosse zelador de qualquer uma delas eu seria uma pessoa feliz. Talvez não precisasse de mais nada, além de um dinheirinho pra comprar um queijo e um vinho franceses decentes, pra acompanhar a leitura.