Para muitas das atrações turísticas de NY existem passes que, além de descontos, possibilitam que a gente "fure" as filas. Aliás, isso é normal e totalmente aceito por lá. Pague mais e ganhe benefícios diversos; inclusive evitar as filas. Eu não consegui perceber isso, mas muita gente já disse que só pelo fura-fila já valeria a pena. Na verdade, percebi que algumas vezes a fila de quem tinha passe era maior que a fila regular. E não importa o teu ingresso, em atrações com esquema de segurança (Empire State, Rockfeller Center, etc) tu pode até furar a fila de ingressos mas vai ficar na fila única de segurança.
Atualmente existem 3 passes: City Pass, New York Pass e Explorer Pass. Não vou entrar em detalhes sobre o Explorer pois pesquisei menos sobre ele e me pareceu pouco atrativo. Caro e sem vantagens sobre os outros. Posso estar errado.
Comprei o NY Pass, pois tinha planos ambiciosos e ficaria 10 dias na cidade. São mais de 80 atrações disponíveis, sem limite de atrações visitadas. A limitação é temporal: de um a dez dias a partir do primeiro uso. Os preços variam de US$109 a $340. O passe é um cartão magnético que pode ser retirado em alguns pontos, como o Mme. Tussaud (que fica próximo da Penn Station, onde quase todo mundo chega a NY). Fiquei com o passe de 1 semana.
O City Pass é, provavelmente, o mais utilizado. Ele dá ingresso a 6 das principais atrações e vale por 9 dias a partir do primeiro uso. Ou o C3 Pass, que é uma versão para 3 atrações. O total de atrações disponíveis é 8, sendo possível escolher entre Estátua da Liberdade ou Cruzeiro da Circle Line, Guggenheim ou o observatório do Rockfeller Center e o Memorial do 11 de Setembro ou o porta-aviões Intrepid. As demais atrações não são opcionais (Empire State, American Museum of NAtural History e Metropolitan Museum). O C3 permite escolher quaisquer 3 dentro dessa lista de 8. Eles custam US$76 e US$122.
Acredito que financeiramente valeu a pena eu ter comprado o passe. Não fiz as contas até porque agora é inútil. E tirando o lado financeiro, vale a pena? Pois então, aí tenho algumas dicas. Primeiro, se tu não conhece a cidade - como eu não conhecia - talvez acabe sentindo falta de tempo para "aproveitar" a cidade. O passe com tempo limitado de uso acaba te colocando na obrigação de visitar as atrações e isso gera uma correria louca (especialmente se a pessoa for meio retardada e quiser fazer 3 coisas diferentes por dia). Programei para fazer duas; raramente uma ou mais de duas. O fato é que duas talvez seja demais, conforme o teu modo de deslocamento, de curtir as atrações e mesmo as pessoas que te acompanham. Eu estava sozinho, então poderia fazer no ritmo que achasse melhor. #Só que não. Os museus são gigantescos e causam grande desgaste físico e mental. Sair de um lugar como o Metropolitan ou o Museu de História Natural e ter que correr para outra atração é cansativo. Se puder jogar algo relaxante, como um cruzeiro da Circle Line, ótimo. Outras atrações aparentemente não desgastantes (como algum dos observatórios) irão se mostrar cansativas. Gente pra caramba, filas, mais horas em pé...
Me parece que hoje eu compraria o City Pass. É bem mais barato e todas as atrações serão visitadas por ti. Os "extras" podem ser pagos no preço normal. Certamente eu teria feito menos coisas, teria cansado menos e sentiria que vivi um pouco mais a cidade. Não que não tenha vivido, pelo contrário. Atribuo essa sensação ao grande desgaste mesmo. Fui numas 14 atrações. Uma ou duas dessas nem usei o passe (o Grand Central Terminal, por exemplo, teria um audio tour incluído; não tive tempo de faze-lo e só passei um tempo na estação - que é linda mesmo).
Os passes podem ser comprados lá ou pela internet com cartão de crédito. O NY Pass oferece ainda descontos em lojas e restaurantes. Eles enviam por e-mail um guia que também é entregue impresso no momento da retirada. Constam todas as atrações, mapas, restaurantes e lojas (e algumas dicas). Eu não usei, até porque já tinha tudo programado quando comprei o passe.
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| Livreto e cartão do NY Pass |





