quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Até sair é difícil...

Sair do Brasil, claro. O aeroporto de Guarulhos é a cara do país: uma zona total. Ok, aeroporto é sempre uma zona. Mas a gente se supera. Desci no terminal 2 e precisava fazer a conexão para Toronto (promoção a gente não olha muito pra cara; pega logo, antes que acabe). Se dependesse de uma senhora gordinha que fazia a guarda de um portão de embarque, teria entrado lá mesmo. Pena que não acharia meu avião, que estava no terminal 3. Precisava, antes, achar a Receita Federal. E quem disse que os trabalhadores do aeroporto sabem onde fica a RF? Depois de muito perguntar, descobri que ficava no terminal 3. Por sorte, mesmo local de onde sairia meu vôo. Os terminais ficam longe, existe um ônibus interno do aeroporto que faz o trajeto. Na subida de acesso ao terminal, cruza pelo ônibus, em alta velocidade, um carrinho de bagagem tripulado por dois guris que devem morar na vizinhança. Tipo carrinho de lomba (ou rolimã, pro resto do Brasil). Só que com o carrinho de malas do aeroporto. Segurança não é nosso forte...
Achar a RF dentro do terminal também foi tarefa complexa. Existem duas salas, uma no térreo e outra no segundo, ambas à esquerda. Vá no térreo. Se for depois do expediente, à direita da Receita existe uma sala sem identificação que mais parece algo só pra funcionários do aeroporto. Não é, vai que é ali mesmo (ou faça como todo mundo e não declare porra nenhuma). Demorei mais de hora pra conseguir fazer isso.
Bueno, depois de quase perder o vôo, me fui pra Toronto. Lá, infelizmente, fizeram eu achar Guarulhos menos ruim. Fila da verificação de bagagem de mão e raio-x. Trocentas pessoas na fila. Trocentas mesmo. UMA equipe pra fiscalizar todo mundo. Gente enlouquecida com medo de perder o vôo (alguns ainda na fila faltando 15 minutos para a decolagem). Profissionais de uma rispidez desnecessária, falando um inglês Bollywoodiano. Aliás, impressionante a quantidade de indianos tanto nas equipes quanto entre os passageiros. Não lembro de ter visto algum branco na equipe do aeroporto. Depois de uma hora, os canadenses perceberam que talvez fosse melhor colocar mais gente pra trabalhar e a fila andou mais rápido.

Pra não dizer que foi tudo ruim, duas coisas são dignas de nota.

Primeiramente, a estrutura americana. Sim, existe uma mega estrutura de ingresso nos EUA. Na verdade, tua entrada nos EUA se dará em Toronto mesmo. Chegando nos USA a passagem será direta, como num vôo doméstico. A imigração americana é maior, mais bem estruturada, mais simpática e eficiente que o pessoal canadense. Em pleno Canadá. Tudo muito fácil e rápido. Se existe dificuldade para entrar nos EUA, eu não vi. Para evitar ser deportado ou preso, evitei tirar fotos.



      


Segundamente, o aeroporto de Toronto tem esta área equipada com iPads e internet free para os passageiros. São diversas mesas, dezenas de equipamentos. Facilita a vida de quem precisa fazer algo, falar com a família ou simplesmente passar o tempo. Fica a dica, aeroportos brasileiros.

O vôo Toronto-NY é muito rápido, então vamos pular pro próximo capítulo que é quando a coisa começa a ficar interessante.


Achei interessante a vista aérea de Toronto. A cidade é toda assim, formada por ruas que parecem labirintos.

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