sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Chegando na grande maçã

Aliás, por que Big Apple? Existem muitas explicações. Parece, entretanto, que o apelido começou a ser usado porque a maçã era uma fruta altamente valorizada pelos americanos no séc. XIX. A mais doce e mais bonita das frutas. A maior maçã da árvore americana, claro, era NY. Isso começou no início do séc. XX. Nos anos 70, virou jogada de marketing e consolidou NY como a cidade mais visitada do mundo.

Bueno, cheguei em NY através do aeroporto de Newark, que fica a uns 30km de Manhattan. Táxi custaria uma pequena fortuna. Felizmente, existe um AirTrain que é gratuito para quem sai do aeroporto e percorre os terminais do aeroporto, sendo a última parada na conexão com os trens da NJ Transit. Para pegar o trem em direção à Penn Station - teu ponto central em NY - é preciso comprar o bilhete. Assim como a grande maioria dos transportes públicos por lá, tu vai resolver tua vida lidando com uma máquina que fica ao lado das catracas. Seleciona tua opção, coloca teu dinheiro e vai embora! A tarifa é, salvo engano, de US$ 13. CUIDADO, pois essas máquinas geralmente têm um limite de troco que fica em torno de $10. Se colocar teus 100 dólares querendo conseguir dinheiro trocado, vai perder boa parte deles. Sem ter pra quem chorar.  A máquina também aceita cartão. Não lembro de ter visto algum guichê; talvez seja somente pelas vending machine mesmo.

Vending machine da NJ Transit

Nova York tem duas grandes estações, que ficam bem próximas uma da outra. Na 34th Street fica a Penn (Pennsylvania) Station, de onde partem as diversas linhas de trens (Amtrak, LIRR, NJ Transit). Na 42nd Street fica o Port Authority Bus Terminal, a rodoviária deles. Ambas são gigantescas e ficam a 700m e 300m, respectivamente, da Times Square. O famosíssimo Madison Square Garden fica junto à Penn.
O trajeto deve ter levado uma meia hora do aeroporto até a Penn Station. Chegando lá eu tinha algumas coisas pra fazer, começando pela compra da máquina fotográfica que registraria a viagem. Felizmente, a maior loja de fotografia dos EUA fica a uma (ou duas, dependendo de qual saída tu escolha - e tu vai escolher a mais distante, certo!) ou duas quadras de lá. Na verdade, eu queria primeiramente comprar meu chip da T-Mobile. (O maps informa que tem uma loja do lado oposto ao da B&H, mas não achei)





Me fui pra B&H Photo, loja comandada por judeus ortodoxos e que é uma verdadeira atração turística. Se existe, está à venda lá. Ela ocupa praticamente uma quadra inteira. O atendimento é excelente, os vendedores arriscam outras línguas e tu não carrega nada enquanto compra. Não, eles não fornecem escravos. A loja tem um sistema de esteiras suspensas no teto que, após tu finalizar as compras, vai levar teus produtos diretamente ao caixa. Coisa de louco! Vídeo aqui. 


Eu comprei algumas coisas em diferentes setores, então o que acontece é que assim que tu termina teus pedidos, o vendedor emite a nota que tu irá pagar nos caixas do térreo (foto é no 2º). Se quiser ir a outro setor, o vendedor vai incluir teus pedidos lá. Pode andar com mala lá dentro? Pode. Eles têm guarda-volumes? Têm também. Tem balinhas cortesia em todos os balcões? Ô, claro que sim. 
Fui muito focado nas coisas que queria. Caso tu queira fazer turismo e passear pela loja, coma antes. Vai passar o dia lá dentro. Outro detalhe legal é que os vendedores, além de entenderem do que estão vendendo, não tem empurram nada. Peça um tripé para câmera. Ele vai te mostrar o melhor compatível com tua máquina. Custa mais que a máquina. Seu moço, eu gostaria daquele de 15 dólares. Tem? Tem e ele vai te dar o produto que quiser, sem nenhuma incomodação. 

Na verdade, antes de ir na B&H eu fui na T-Mobile. Acredito que a loja que eu havia procurado tenha mudado para lá, bem na frente da B&H. A T-Mobile é, provavelmente, a operadora preferida dos turistas. Atualmente eles contam com um plano mensal pré-pago, com dados ilimitados, 1000 minutos de ligações para os EUA, SMS e outras coisas. Custa US$ 30. Antes havia  outros planos mais baratos e mais adequados para quem fica menos tempo por lá. Parece que atualmente é só esse. Como eu ficaria por 20 dias, me serviria muito bem. Hoje com aplicativos e, principalmente, google maps, é ferramenta quase fundamental. Chegue na loja, peça o chip, a atendente vai ver se funciona no teu aparelho e pronto! Simples e rápido. Existem dezenas de lojas espalhadas por todos os cantos, facílimo de encontrar uma.

Saindo da B&H eu tinha que passar no museu de cera da Madame Tussaud para pegar meu New York Pass. O passe merece um texto próprio, que vem em seguida.


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