quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pensando bem...

Pensando bem, decidi me afastar do Facebook. Afastar não quer dizer que não vá usar, que dizer ficar mais longe. O fato é que as tais redes sociais têm o mesmo problema que a internet como um todo: funcionam numa velocidade que é muito superior à nossa, com uma dimensão muito maior que a suportada por nós. Somos amassados pela quantidade de informação que é despejada diariamente. Acabamos indo na onda e comentando assuntos com 23 amigos diferentes em um único dia. Às vezes, nos pegamos aferrados a determinada discussão que, pensando bem, nem fazíamos muita questão de ter entrado. O facebook me parece um pouco como se fosse uma mesa de bar gigante, onde todos os nossos amigos estão. E, pra piorar, a maioria levou outros amigos também. Na mesa de bar, quando tem muita gente, naturalmente formamos subgrupos com as pessoas mais próximas, já sentados próximo de quem gostamos mais ou daquelas pessoas com quem pretendemos conversar naquele dia específico. Porque na mesa do boteco não dá pra todos ouvirem e falarem quando tem tanta gente. No facebook dá. E, pior que isso, durante o dia todo. Todos os dias. No fim das contas, é quase como a televisão: as atrações vão chegando, uma atrás da outra, sem nos pedir licença. Dá pra trocar de canal, eu sei; mas não muda nada. Como pretendo ser o timoneiro da minha vida, em vez de ser mero passageiro, não vou deixar uma rede social consumir meu tempo com aquilo que não está estritamente ligado aos meus objetivos presentes. Sim, a internet é viciante, o facebook é viciante, o youtube é viciante, candy crush é viciante, televisão é viciante. O budismo explica isso, a neurociência atual também (budismo é neurociência roots; daqui a pouco eles vão saber quase tanto quanto o mestre Gautama). O segredo, me parece, é clareza de objetivos e simplicidade. Menos é mais, mesmo.
Então o objetivo aqui é o seguinte: publicar pensamentos com uma frequência tão grande quanto o meu tempo permita. O bom do blog(que já tive outras vezes) é que dá pra desenvolver melhor as ideias, a gente cuida um pouquinho mais do texto e, geralmente, são coisas que EU (mestre Gautama acaba de me colocar de castigo) decido publicar baseado naquilo que me é importante no momento. E tudo isso eu faço NO MEU TEMPO. Tem espaço para comentários, para que haja algum debate com os 2 leitores que vou ter. E como o blog é meu, e o facebook é comunitário, se resolver escrever textos gigantes (nos padrões atuais, uma página tem status de livro) ninguém pode achar ruim. Ou pode, mas não vai fazer diferença. Aqui vou clarear minhas ideias, em vez de obscurecê-las. Aos poucos vamos colocando a casa em ordem. Sejam bem vindos.

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